2022 finalmente está chegando ao fim e chegou a hora de escolheremos os piores celulares que passaram por nossas mãos. Essa é uma tarefa complicada, já que não foram poucos os lançamentos este ano, mesmo com a pandemia que atrapalhou diversos eventos e a alta do dólar que complicou a vida dos brasileiros.

Aqui listamos apenas aparelhos que testamos e incluiremos a análise em vídeo de cada um, assim como o link para a análise completa em texto. Resumiremos os pontos negativos de cada modelo para que você saiba porque ele foi selecionado por nós. Os modelos serão separados em três categorias: básicos, intermediários e top de linha.

Samsung Galaxy A01

É inegável que tivemos muitas decepções em 2020, mas se pudermos escolher o celular que entrega mais contras do que prós, então o Galaxy A01 será a nossa escolha. Samsung pegou o A10, que já era um aparelho fraco, e o deixou ainda pior. O A01 é tão básico que mais parece um celular lançado há alguns anos.

Seu único destaque é vir com Android 10, já que ainda há fabricantes que lançaram smartphone em 2020 com Android Pie (sim, estamos falando de vocês, Motorola e LG). De resto, o Galaxy A01 é pura decepção. Ele não tem leitor biométrico, sua tela é medíocre, o som é fraco, a bateria não dura muito e ainda demora para recarregar, e suas câmeras então longe de registrar boas fotos. Agora entende porque ele é nossa escolha de pior lançamento do ano?

Motorola Moto E6s

O Moto E6s foi o Galaxy A01 da Motorola. Podemos dizer que este foi o lançamento mais decepcionante da marca em 2020. De vantagem contra o básico da Samsung temos apenas o leitor biométrico e a tela IPS LCD. De resto é um aparelho que apresenta muito mais contras do que prós.

O básico da Motorola tem desempenho ruim e sua bateria dura pouco, ficando entre os piores que já testamos. Para tornar tudo ainda mais complicado, ele demora a recarregar. As câmeras são básicas demais e a filmadora é quase dispensável de tão limitada. O E6s ainda está preso ao Pie e não vem com os extras da Motorola.

Redmi 9A

Se os modelos da Samsung e Motorola decepcionam em bateria, este é o ponto forte do Redmi 9A, mas também só há isso de bom neste básico da Xiaomi. A linha de entrada da empresa vem decepcionando ano após ano e desde o Redmi 7A vemos a empresa ficar para trás.

O 9A é um modelo básico que decepciona em imagem e som, seu desempenho não é bacana, a bateria demora muito para recarregar e suas câmeras são ruins. Como se tudo isso não fosse suficiente, Xiaomi ainda fez o favor de capar a captura de áudio da filmadora, que é apenas mono.

Nokia 2.3

Nokia voltou ao Brasil em 2020 graças à parceria entre a HMD Global e a Multilaser. Isso poderia aquecer o coração dos fãs da marca que ficaram órfãos desde a morte do Windows Phone, mas a verdade é que o Nokia 2.3 é um aparelho tão decepcionante que alguns poderiam até desejar que a Nokia não tivesse retornado.

Ele tem mais pontos positivos do que os básicos da Samsung, Motorola e Xiaomi que citamos, mas ainda assim é um aparelho com mais contras do que prós. Ele também peca por não ter leitor biométrico como o A01, seu som é muito baixo, o desempenho é ridículo para um aparelho de 2020, sua bateria demora para recarregar e falta otimização de software.

LG K61

A LG esteve ausente do mercado de intermediários aqui no Brasil há um bom tempo e decidiu voltar apostando no LG K61. O aparelho até chamou a nossa atenção por ter design mais caprichado que os intermediários básicos de outras marcas, mas é basicamente isso que ele tem de interessante.

O K61 decepciona em tela e som, o que limita bastante a experiência multimídia. Seu desempenho no geral até que não chega a ser ruim como os básicos que citamos, mas como briga em categoria superior poderia ser melhor em jogos. A autonomia de bateria não é boa como outros da LG e suas câmeras estão bem abaixo da concorrência.

Nokia 5.3

O Nokia 5.3 foi o segundo lançamento da marca em seu retorno ao Brasil e mais uma vez vemos um aparelho decepcionante. O problema dele não é nem ser tão ruim quanto o 2.3, mas por brigar na categoria errada. O Nokia 5.3 é basicamente um celular básico que compete com rivais intermediários que têm muito mais a oferecer pelo mesmo preço.

A sua tela é ruim e distorce muito as cores e o som mono desbalanceado não ajuda a ter uma experiência multimídia decente. A bateria até que dura bem, porém demora bastante para recarregar. As câmeras são o grande ponto fraco e apresentam uma inconsistência que não é vista nem em modelos de entrada.

Samsung Galaxy XCover Pro

O lançamento mais inesperado da Samsung em 2020 foi o XCover Pro, um modelo da sua linha robusta que é voltada para um nicho pouco popular no Brasil. Ele é um aparelho com estrutura reforçada para sobreviver a ambientes mais hostis, mas para o público geral acaba sendo um produto irrelevante.

Tudo bem, entendemos que o foco do XCover Pro é diferente dos demais intermediários da empresa, mas no geral é um aparelho que possui mais contras do que prós e por isso ele entra na nossa lista. Ele entrega desempenho abaixo da média, sua bateria dura pouco e as câmeras são fracas. Ele é basicamente um A51 que custa o preço do A71 apenas para resistir um pouco mais a quedas - coisa que uma boa capa de proteção serviria.

Fontes: www.tudocelular.com